Nance, feliz por estar de volta a Lisboa ou preferia ter continuado por
Aveiro mais algum tempo?
Estou muito feliz por estar de volta a
Lisboa. Aveiro é uma cidade bonita e confesso que já me estava a habituar, e não
me importava nada de ter ficado lá mais algum tempo, mas estar perto da família
e dos amigos é sempre muito melhor.
Ficou contente com a notícia da contratação para o Sporting, ou preferia
vê-lo noutro clube?
Fiquei extremamente contente, afinal, sempre
fui sportinguista. Aliás, fiquei radiante! Estávamos em casa quando o empresário
do João ligou e, pela conversa, percebi que era para ir para o Sporting e, nessa
altura, não sabia se havia de rir ou chorar de felicidade. Mas a verdade é que,
se ele tivesse de vestir outra camisola, iria ficar contente na mesma, pois o
mais importante é o João estar bem e fazer aquilo que gosta.
Não me diga que a Nance é namorada de dar táticas ao Joãozinho antes de
ele sair de casa para os jogos?
Não, isso não. Prefiro deixar as
táticas para o professor (risos). Mas gravo sempre os jogos dele e, já em casa,
vemos o jogo de início, pois na televisão dá para ter uma perspetiva mais exata.
Assim podemos ver se ele errou ou não e, juntos, avaliamos o que é que podia ter
feito melhor e o que fez bem. Mas, quando vou ao estádio, prefiro ficar na
bancada do que no camarote, porque gosto do ambiente. Tento controlar-me para
não gritar, aplaudo e incentivo a equipa mas, de vez em quando, lá sai uma coisa
ou outra menos simpática para o relvado (risos).
Então, agora
conte-me lá como "contratou" o defesa-esquerdo do Sporting?
Não
fui eu, foi ele que me "contratou" a mim (risos). Conheci o João através de um
familiar dele, que andava comigo na escola, mas não falávamos muito. Ainda
assim, sempre que o João passava por mim na A8 - quando ia treinar para o Mafra
- acabava por meter conversa com ele. Entretanto, ficámos mais chegados e ele
decidiu convidar-me para sair. Tímida, como sou, rejeitei e inventei uma
desculpa qualquer para não aceitar. Ele voltou a insistir, não consegui resistir
e criámos uma relação mais próxima ainda (rios). Como, nessa altura, ele estava
no Beira-Mar, só o via ao fim de semana mas, mesmo assim, pediu-me em namoro.
Aceitei e estamos juntos até hoje.
Ao fim de dois anos de namoro, já conhece relativamente bem o Joãozinho
na intimidade. Conte-me tudo... ou quase tudo.
O João é aquele
tipo de rapaz que adora estar na 'ronha' e não troca o sofá dele por nada
(risos), apesar de gostar de sair, ir ao cinema, estar com a família e os
amigos. Aliás, ele facilmente faz amigos, é difícil não gostar dele, pois é
muito brincalhão e simpático. Mas também quando não simpatiza com alguém, nem
sequer tenta. O João preza muito a família e a amizade e tem amigos que, para
ele, são família. Depois, além de gostar muito de brincar, o João tem jeito para
contar anedotas e, quando estamos em casa dos pais dele, então é o divertimento
total. Quando estamos sós, um dos nossos passatempos favoritos é jogar
PlayStation. Ele adora e eu também e, por isso, muitas vezes, parecemos
autênticas crianças a jogar (risos).
O Joãozinho já fez muitos amigos no plantel dos leões? Está a correr bem
a adaptação ao clube?
Já tem um amigo ou outro no plantel mas
julgo ainda não ter tido tempo suficiente para criar relações fora do balneário.
O João é muito afável mas precisa sentir da outra parte abertura para poder
brincar e acho que ainda estão naquela fase de se conhecerem bem uns aos outros.
Em relação ao clube, ele está a adaptar-se bem, pelo menos chega sempre a casa
bem disposto (risos). No início, ele acusava uma certa pressão, pois o Sporting
não estava a atravessar um bom momento e ele achava que tinha de dar mais do que
podia, e fazer tudo bem, para superar as expectativas dos adeptos e não ser
criticado. Entretanto, aprendeu a lidar melhor com essas
situações.
Pelos vistos, não aceita bem
o erro... digere bem os maus resultados?
Não, tem muito mau
perder! Aliás, quando perde, seja ao que for, meu Deus, fica com mau feitio e
chateado com ele próprio. Detesta falhar! Mas também desabafa, eu limito-me a
ouvir e deixo-o estar, e passa-lhe rápido (risos). O truque é deixa-lo
barafustar à vontade (risos).
Ele tem algum ídolo no
futebol?
Tem, admira o Fábio Coentrão. E o sonho profissional
dele é, um dia, representar a seleção nacional. Mas também tem consciência do
caminho longo que tem pela frente para concretizar esse sonho.
Veja a entrevista na íntegra em O Jogo
Pictures: O jogo
Segue-nos no Facebook em:http://www.facebook.com/OJogoForaDeCampo
Segue-nos no Twitter em:https://twitter.com/Ojogoforadec