O Lima já está de regresso ao trabalho. As férias foram cá, em Portugal,
ou visitaram o Brasil?
Assim que terminou a época, e tivemos
possibilidade, fomos para o Brasil. Passámos um mês de férias em Monte Alegre,
onde temos a nossa família e muitos amigos. É sempre bom regressar para estar
com todos e matar um pouco as saudades.
O Lima está ansioso por voltar à competição?
Apesar de
ele ser um jogador já experiente, sente sempre alguma ansiedade. É normal, faz
parte da profissão dele e acho que, quando se gosta daquilo que se faz, é comum
existir alguma ansiedade. Mas o Rodrigo está tranquilo, sente-se bem e está
preparado para a nova época.
Ele está confiante que este é o ano do Benfica?
O
Rodrigo está muito confiante e convencido que este é o ano do Benfica. Eles
estão mais fortes e saíram mais fortalecidos de todos os episódios menos felizes
da época passada.
Refere-se à reta final da temporada em que estiveram quase a ganhar o
campeonato, a Liga Europa e a Taça de Portugal. Sofreram muito lá em
casa?
Foi muito complicado e uma fase má! Mas acho que foi para
todos os jogadores. Eles ficaram muito tristes. Ainda assim, tiveram muito
mérito em chegar onde chegaram e onde muitos gostariam de ter chegado e não
conseguiram. Mas esta época eles vão conseguir. De qualquer forma, acho que o
Benfica merecia ganhar as três competições. O Rodrigo ficou muito triste mas ele
é otimista e acredita que os verdadeiros vencedores se fortificam com as
derrotas.
Voltando um pouco atrás e à vossa mudança de Braga para Lisboa. Correu
bem?
Correu muito bem. Já tínhamos morado em Lisboa, quando o
Rodrigo esteve no Belenenses, e por isso também foi uma transição mais
tranquila. Conhecíamos um pouco a cidade e, quando profissionalmente a época
corre bem, como foi o caso, em termos pessoais, tudo nos parece bem.
Independentemente dos motivos profissionais, não posso negar que gosto bastante
de Lisboa. Gosto do clima, da paisagem, das pessoas.... É uma cidade bonita!
Será o Lima pessoa de fácil trato, o que facilita sempre a integração
num balneário?
É, mais ou menos isso. O Rodrigo é bastante
sociável, sempre se deu bem em todos os clubes por onde passou, nunca chegou a
casa a reclamar de ninguém. Mas, na verdade, ele não é de falar muito comigo
sobre esse tipo de assuntos. Ele em casa raramente fala sobre futebol.
É homem de falar pouco e fazer muito [entenda-se golos]. No dia a dia o
seu marido também é tão eficaz quanto no
relvado?
Profissionalmente, o Rodrigo é uma pessoa insatisfeita
por natureza. Ele cobra-se muito, nada é suficientemente bom e vê sempre alguma
coisa a melhorar. Julgo que esse é o diferencial dele e, porventura, terá
chegado onde chegou precisamente por causa dessa característica. Esse é o
segredo do Rodrigo, estou em crer, para ser tão bem sucedido. É extremamente
exigente consigo próprio e autocrítico! Mas quando digo que ele é pouco
conversador refiro-me apenas a assuntos de futebol, porque em tudo o resto é
bastante sociável. Ele adora estar com os amigos, conversar, fazer churrasco...
É fácil conquistar o Lima? Pergunto em termos de
amizade...
Hum... acho que sim. O Rodrigo é um homem muito,
muito simples e dado. Humilde, não faz distinção entre as pessoas, por ser mais
ou menos conhecido, nem é de querer ser mais que os outros.
E
como lida ele com a popularidade?
Lida bem. Há sempre um adepto
ou outro a querer falar ou a cumprimentar, mas ele não tem problemas com isso.
Está habituado.
Qual é para si a maior virtude do Lima?
São tantas as
coisas que admiro nele. Aliás, por isso é que me conquistou! Antes do amor,
temos de admirar a outra pessoa. Não adianta estar com alguém pela beleza,
status ou atração, é preciso haver algo maior. Profissionalmente, o Rodrigo é
exemplar, muito concentrado no trabalho, responsável e cumpridor dos seus
deveres. Até costumo dizer que, quando eu entrar no mercado de trabalho, quero
ser como ele. Além disso, o Rodrigo não sente necessidade de provar nada a
ninguém. Para ele só conta aquilo que ele é capaz de fazer e, para mim, essa
forma de ser é uma lição de vida. Em termos pessoais, além de simples, o Rodrigo
é uma pessoa humana e, apesar de profissionalmente estar muito bem, não é de se
vangloriar, o que é muito bonito. Ele chega à nossa terra, vai ter com os amigos
e é mais um, como todos os outros e como se nunca tivesse saído de lá. Ele reúne
um conjunto de fatores que fazem dele uma pessoa muito boa... o carinho, a
atenção, a generosidade e a preocupação para com todos nós e o nosso bem
estar...
Qual é a primeira coisa que ele faz quando chega a
casa?
Procurar a Maria Paula. Para cheirar, abraçar, beijar,
sentir.... Quando ela nasceu era muito parecida com ele e até as minhas amigas
brincavam e chamavam-na de Liminha. Hoje, tem traços dos dois, tanto em termos
físicos como de personalidade. Mas o Rodrigo gosta muito de brincar com ela e
tem muita paciência. Ele faz-lhe tudo e ela anda sempre colada a ele. Eu até
costumo brincar e dizer que ela 'é o puxa saco dele' (risos)...
Qual é a maior referência do Lima no futebol?
Ronaldo,
o Fenómeno. Sempre foi a maior referência e, muito embora já se tenha retirado
dos relvados, ainda hoje o Rodrigo fala nele. Sempre o admirou!
Veja a entrevista na íntegra em Ojogo
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